

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) reforçou à ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos do Brasil, Esther Dweck, os principais pontos que, na avaliação da Entidade, precisam ser implementadas no processo de digitalização do Estado. A fim de colaborar com a discussão, a Entidade elaborou um conjunto de 11 propostas que visam alavancar o governo digital e melhorar a eficiência dos serviços públicos do País.
As contribuições foram entregues ao Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI), em junho, e apresentadas ao secretário extraordinário para a Transformação do Estado, Francisco Gaetani, e ao secretário de Governo Digital, Rogério Mascarenhas, após a participação de Gaetani em reunião do Conselho de Economia Digital e Inovação da Entidade, órgão que foi responsável pelas proposições elaboradas. Na ocasião, a FecomercioSP foi convidada a integrar a Câmara Técnica de Transformação do Estado, que tem como objetivo ampliar a capacidade estatal e entregar serviços públicos de qualidade à sociedade.
A transformação do Estado é uma das principais agendas institucionais da FecomercioSP para a melhoria do ambiente de negócios nacional, a redução das desigualdades, o desenvolvimento econômico e o crescimento sustentável. Na reunião da Câmara Técnica, realizada na última quarta-feira (4), o presidente do Conselho de Economia Digital e Inovação da FecomercioSP, Andriei Gutierrez, reforçou a Gaetani e Esther a necessidade de se fazer a modernização estatal. “O século 21 é o da revolução digital, e não há alternativa senão se digitalizar.” Ele ressaltou que o papel do Estado, sobretudo quando se fala em infraestrutura neste século, é oferecer um conjunto de recursos e ferramentas que permitam que as organizações operem de forma eficiente no ambiente virtual.
Gutierrez também falou sobre a importância de os setores públicos e privados trabalharem juntos na criação de soluções baseadas em tecnologia para atender à população, corroborando o compromisso da Federação em continuar contribuindo para o desenvolvimento dessa agenda. “O debate sobre a infraestrutura pública digital tem avançado bastante, e gostaríamos de nos colocarmos à disposição do MGI para pensar, de maneira colaborativa, como podemos progredir, estabelecer mais Parcerias Público-Privadas e aumentar, por exemplo, a segurança cibernética e a resiliência das empresas, usando as infraestruturas públicas digitais para alavancar, também, o desenvolvimento do setor privado brasileiro.”
Esther afirmou que a intenção é que essa reformulação da governança digital seja debatida em breve no âmbito do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (Conselhão). Segundo a ministra, a criação de um banco nacional de dados e a consolidação da infraestrutura pública digital são algumas das prioridades do MGI, no contexto do governo digital, para 2025.
Como modernizar o Estado?
A lista de propostas da FecomercioSP foi construída em conjunto com os setores produtivos do ambiente digital, mediante estudos técnicos da Entidade. Dentre as ações elencadas, destacam-se:
Todas essas medidas, se postas em prática pelo governo, podem contribuir para tornar a máquina pública menos burocrática e mais acessível tanto para cidadãos como para empresas de todos os portes. Atualmente, o País lida com um sistema moroso, burocrático e ineficiente. Portanto, a discussão de uma Reforma Administrativa ampla é fundamental para uma reestruturação estatal que envolva processos, relações de trabalho e estabelecimento de prioridades.